quinta-feira, 10 de maio de 2012

À Mãe e Às Mães


À Mãe e Às Mães

Mensagem de Vovô Florentino de Agodô

Mãe !
Clareando o horizonte escurecido das minhas saudades, me amparo na imensidão do teu meigo olhar.
Mãe do mar, e também, do ar, da terra, do fogo e do Luar, que me vivificou, e me doou desde o primeiro respirar, tantos cuidados, tanto carinho, me ensinando o que é o viver e o amor.
Dividiu-se no seu mistério humano me concedendo a vida, que hoje busca acalento nas lembranças , reclamando a tua presença, a segurança do teu colo,a maestria da sua direção, a alegria do seu sorriso e as tuas lágrimas de gratidão.
Tuas virtudes eu aprendi.
Mas hoje não as tenho mais.
Amadureci.
 Eu as perdi e também a minha pureza infantil devido aos apuros da vida provocado pela mundo em descaminho.
Tentei, mas não consegui praticá-las.
Perdoa-me!
Eu deveria sim amar, para não sofrer; compreender para perdoar, aceitar, para não julgar.
Eu queria sim, ter Fé para entender, que acertar é não errar, e no erro, consertar.
Sei que agindo assim eu a reencontraria no mais lindo horizonte , nas cachoeiras, nos campos verdejantes, onde os frutos e as flores nascem ao luar.
E o sol, colorindo as fimbrias da noite, renovando a vida e a fonte d’água,nascendo, escaldando no rio e indo ao mar.
Acuda-me , mãe e Mães Divinas para tirar este punhal, curar toda a ferida e acabar com todo o mal.
Para que eu possa reconhecer nos olhares dos meus filhos e de todos os meus irmãos, mais um dos filhos teus.
E assim, na certeza  de que  todos seremos  felizes ao valorizarmos o esforço, o caráter, a fé, a paz e o amor que vêm de todas as Mães antecessoras na vida e as antepassadas  no espiritual e Divinamente Elevadas ao Céu de Deus.
Eu a amo, mãe. Trago-lhe flores.
Bom poder em vida refletir, reconhecer ,e te abraçar, te beijar e receber seus afagos, seus carinhos, sua Luz...
Se mesmo que cedo avizinha a ida para outros mundos, sei que o amor que tento valorizar agora, será o ponto forte que nos religará onde for,para podermos nos encontrar  no teu  amor.
E assim será, eternamente, mãe e mães de Divinas Realezas, Sublimes belezas na paz para seu filho abençoar!

DE FRENTE A OLORUM



DE FRENTE A OLORUM

Mensagem psicografada recebida do Sr. Tranca Ruas das Almas por Douglas O. Elias

Boa noite !Afirmado com fé, eis que estou aqui.Mas antes que você me peça algo, deixe que indague :Então, o que você pediria a Olorum se estivesse frente a frente A Ele?-  Hã? Como assim,” Sinhô” ?Ué, Não sabe?Vamos lá...tente! Vou ajudar. Ajoelhe-se primeiramente com respeito e reverência. Esta é a primeira dica.Então?! Como é que é? Diga lá !-  Hã????Ainda não sabe?Vamos lá! Vou adivinhar :Vai pedir SAÚDE e PAZ ?Sim!Mas você já pediu tantas vezes .E o que fez com elas?Envenenou-se como  a um glutão e nas bebidas alcoólicas, fazendo regredir seu corpo físico e os corpos espirituais atraindo doenças.
E da paz que teve, fez intrigas, fez a Guerra!!! Ah, vai pedir ALEGRIA  e FELICIDADE agora , não é ?Mas também elas você pediu inúmeras vezes e Ele lhe deu. Mas o que fez  ?Trocou a alegria pela tristeza  de querer ser  mais e melhor que seus irmãos, não é? E aoInvés de irradiar felicidades, desferiu preconceitos,mentiras, rancores , ódios e pavores ? Ah, vai pedir PROSPERIDADE,FRATERNIDADE, estas coisas de RIQUEZAS e coisa e tal?Mas também já as pediu e Ele lhe deu . Mas o que conseguiu ao usá-las?Fez do poder do uso das coisas em usurpação da boa vontade alheia?E, se aventurou na vaidade egoísta e soberba?Fez  o Luxo na luxuria das  almas ? Vai agora pedir para o seus IRMÃOS. O quê?  TUDO DE BOM?Mas o que vejo aí na sua mente condiciona a desde que eles não fiquem mais felizes quevocê e saibam retribuir o favor, não é? Então...já sei:  vai pedir SABEDORIA agora, não é?Mas também a recebeu tantas vezes e insistiu no vício dos sentidos, contrariando a razão,adaptando as verdades pela sua conveniência, transformando-as em mentiras para você epara os outros? Então?E agora ? Vai pedir o PÃO DE CADA DIA? UM TRABALHO DIGNO ? Um  GRANDEAMOR? PROTEÇÃO E UNIÃO ?Olha que recebeu tantos pães e depois de saciada a sua fome, reclamou dos brioches eAcompanhamentos aos finos banquetes que vê por aí nas propagandas?Dos trabalhos transformou em tormentos da preguiça e antro de reclamações?E do amor que cansou de amar e, na traição, vez por outra ao seu parceiro roga pragas? Felizmente, PROTEÇÃO e UNIÃO você manteve. Porque conseguimos  em  Olorum e nos Sagrados Orixás, sem você pedir, de lhe doar a FÉ!Pois Nela, Oxalá o protege antes que se una aos já negativados  nas trevas que de tantopedir, receber e dar mal uso ,hoje, na escassez para o devido aprendizado, rouba-as dosteimosos que olvidam as coisas Divinas . Diga então, agora, se já refletiu, o que vai pedir a Olorum já que estamos em frente a Ele?  Vou pedir-lhe tudo sendo esse tudo, que aceite antes a minha GRATIDÃO e me conceda Seu PERDÃO“ ! Eita sô! Que baita presente para um Pobre Tranca Ruas das Almas !Pois creia, filho de Olorum, terá agora SAÚDE, PAZ,ALEGRIA,FELICIDADE,PROSPERIDADE,FRATERNIDADE, RIQUEZAS,PROTEÇÃO  pois ainda tem  a SABEDORIA que faz doCONHECIMENTO,  a LIBERDADE de usufruir TODAS AS COISAS DE  OLORUM na medidaCerta da expressão de AMOR e GRATIDÃO do seu espírito. E ainda ganha a EVOLUÇÃO e TODAS AS COISAS pois Olorum alegra-se quando seus filhosO reconhecem não de frente, mas em tudo, inclusive nos escondidos da alma e intentamcorreções . Tranca Ruas das Almas também tem o aprendizado nisso.E vou-me agora ajoelhar aos pés de Olorum para agradecê-lo por você e todas as coisas.Agora sabe por quê ?Sei senhor Tranca Rua das Almas :A DEUS, QUE É OLORUM, TEMOS QUE TER SEMPRE GRATIDÃO POIS ELE NOS DOATUDO E A VIDA .E QUE SUAS RESPOSTAS AOS NOSSOS PEDIDOS SÃO OBRAS DIVINAS DE APRIMORAMENTOQUE NOS DÃO AS CHAVES PARA ACESSARMOS TUDO O QUE PEDIRMOS E NESSITARMOS. É isso então : GRATIDÃO ! EXU, MOJUBÁ!
SARAVÁSr. Tranca Ruas das Almas

quarta-feira, 2 de maio de 2012

HERDEIROS DA LIBERDADE


HERDEIROS DA  LIBERDADE

Mensagem de Vovô Florentino de Agodo (01 de maio de 2012)



Jojua-Bô é uma princesa Fulo e conta:



Ato 1

"Vê que as ondas não alcançam a outra margem do grande rioO que há lá? Será as outras Terras  dos Orixás?Se dos búzios que Tatá sempre olha, ele sabe,Mas indagado, resmunga e não ousa contar".

Nos meandros dos mais baixos sentimentos e razões humanos, criaturas  desequilibradas afirmaram falsamente que os negros não possuíam alma.
Das suas instituições perigosamente poderosas, teceram ramificações  em suas teias de comando, incentivando-as com grande paga em ouro e poder, conclamando asseclas do mal para a mais horrorosa destruição de vidas humanas  que sua história conta nestes séculos passados das descobertas das Américas.


Ato 2

"Tatá sumiu. Que será dele?
Dizem que se deslumbrou com os presentes do homem branco  feiticeiro da matéria,Que se trocou por um espelho, pólvora e uma trinca de ferro de ponta de espetar, E o levaram para uma viagem para o além-mar". 

Aprisionaram covardemente famílias e aldeias, surrando-os, surrupiando-lhes das suas vidas que eram seu tudo, imoralmente, deglutindo as avessas de suas sanhas cruéis e segregacionistas  com  o  fel,  na salga do grande rio de ondas,  os restos ,os infantes, os invalidados, maltratados, moribundos, doentes e os revoltos feridos.
Continentes enormes de gente negreira foram desaguadas vitalícias, acompanhando corpos dos já mortos por mãos traficantes  e trevosas nas naus contratadas das nações poderosas e belicosas.
Sob o grito de horror, mascates apontavam seus baga martes e na fúria  das espadas, da pólvora e da bala dos canhões, silenciavam os gritos de socorro.


Ato 3

"Também levaram as nações  e as tribos de aldeias,Indo e vindo tantas vezes que não se há como conta-las.
Esconder-me, como  se me encontram?Meus guerreiros  corajosos na luta desigual também falecem,E eu, agora, prisioneira , seviciada no corpo e na alma, findo meus suspiros".

Nus, com amarras de grosso cordão de ferro e  argolas  presas por cadeados, chagados,chorosos humanos negros clamavam  amparo e misericórdia, sem saber o porque , lamuriosos, sedentos e famintos, sem qualquer consideração e respeito, tentavam sobreviver e sabiam que poderiam pois não conseguiram lhes tirarem a fé.
Olhavam uns aos outros, não querendo crer como possível, tanta afronta e desprotegidos, limitavam à preservação da vida.
Enjoados mas se acostumando, nos dias  sem contagem que na masmorra marítima os detiveram, alçados no bombordo, mantendo-os num paredão, com os minutos que o clarear do dial os fez conseguir enxergar da escuridão que os prostavam, as matas, as montanhas e a praia.
Alguns sorriram ao pensar ser  termofinal  o sofrimento pois acreditavam ter voltado para a África, nalguma margem estranha daquele grande rio, mas , congelou-os do desborde, intenso jato de água, com espumas de algo que ardia suas peles, lavando-os mas sem respostas às suas questões. 
Algumas respondidas por um tratador branco caricaturado como os outros que lhes benzia com uma mão num livro preto e a outra que pesava seu ouro, no dialeto de origem recitado por outro negro esquisito e vestido como os daquela raça, de que eram escravos e assim deveriam se comportar, sem vontade, sem liberdade, sem como querer questionar.
Eram trazidos onde havia mais negros, muitos fortes e bem feitos, também algemados nos cordões de ferro, sendo mostrados a outros brancos feiticeiros que em várias comitivas os retiravam  após apuradas apalpações e verificações.


Ato 4

"Como missão, resolvi aceitar para entender,Aquelas gentes que conseguiram aprisionar tantos da minha raça.E a tudo o que comigo fizeram, suportei mas a força maior vinha do que via que faziam com meus irmãos de origem, mesmo o das outras tribos,Prisioneiros, genuflexos e combalidos".

Grupos feitos e separados, a comitiva seguia enfileirando  irmãos de alma, resignados, sobreviventes ao martírio, impondo-os nos locais que lhes reservaram, acomodações de animais, onde ralhavam palavras desconhecidas, mas com emanações de tanta fúria que amedrontava e fazia doer a força dos chicotes, mas que a ira do magote, desferia no dorso dos de pele escura.
Negras virgens na sevicia dos feitores , estrepadas, frente a todos numa algazarra que bizarra provocava mais sofrimentos e , aos poucos, num acalento, de uma força maior que incitava a aceitar como um remédio, para uma doença que não se tem, mas que um dia haverá de se manifestar em alguém, como que se pudesse, um povo ser cobaia, de tantas maldades, para salvar outro que de mais covarde, mostrava seu coração, poder de raiva e trevas, contrários ao amor, invertendo boas ações.


Ato 5

"Raízes puras, desde antes de nascer, Babá já antevia minha missão,Pois que chorou mas assumiu e me fez princesa,Agora ,com os súditos e irmãos em maltrapilho, surrados e feridos.Escravos como o índio que de pele mais clara, apontavam os da raça traiçoeiraQue estes sim, tinham alma, porém, ainda falha e assim, também  seriam escravos".

O instinto de preservação da vida alimentou junto a fé e logo alcançando algum equilíbrio.
Aceitada as suas lides de escravos, sem direito à predileção, surgiu a senzala, na mais alta intromissão, dos mandos da casa grande, ajustados por magotes, ensinando seus dialetos, mais ainda, seus costumes , o que deveria ser feito, as obrigações, os castigos, na angustia de ter que se esquecer das suas tradições em escala  terrível e, no seu lugar, aceder a outra, estranha e indiferente ao Divino que eles diziam ter respeito.
Logo, a senzala como que se acalmou no turbilhão terrível e se fez  outra rotina, mesmo essa com várias perseguições e sofrimentos, assumindo as determinações  dos homens brancos mas ainda com o senão da magoa encravadas no peito das grandes famílias negras que se formou.
Dito os ainda “sem alma e criaturas enfermiças”, seus sofrimentos apuraram a inteligência e a fé a Deus que  se mostraram firmes e mais fortes em suas tradições, travestindo-as em adaptações, falseando o aceite, nas mesmas tradições das criaturas brancas, mas mantendo-as assim, firmes, protegidas de qualquer tentativa de as eliminarem.
Culto aos Orixás Sagrados e todo o conhecimento ancestral trazido em suas almas e em suas memórias, eram  realizados  e muitos negros e negras escravos tinham sua mediunidade já desenvolvida e bem assimilada pois era por onde recolhiam os donativos da Luz maior para suportarem o  sofrimento.
Podiam fingir e assim o fizeram, nos dogmas feitos pelos brancos que professavam o ensinamento da Fé Deles, mas que contavam também o ouro e as falsidades nas considerações.
Alguns já se convenciam da delicadeza e inteligências dos escravos negros pois que nas várias lidas , criatividade, força e beleza davam soluções para as mais diferentes atividades a eles determinadas.
Construções eram erigidas perfeitas, fortes e belas, as plantações e os campos fervilhavam com maiores e mais tenras colheitas, os animais tornavam-se mais fortes e belos e deles provinham novos frutos, novas terras eram melhor administradas, e o colher do ouro e das pedras preciosas eram maiores pelos mineradores  negros .
Seus corpos, sarados, belos, fortes e viris também encontravam seus desdobramentos na cultura do branco e, de alguma forma, conseguiram impor trabalhos nos soberbos casarões e nas lidas diárias da culinária, das arrumações e até nas decorações .
A musica dos folguedos daqueles negros que diziam sem alma fervilhava emoções e pulsava alegrias e mesmo quando iam as igrejas, professando a fé religiosa imposta também, se prevaricavam pois os mandatários fiéis de lá sentiam algo muito bom quando um negro ia nas suas missas.
O aprendizado da leitura trouxe-lhes mais conhecimentos que também fez evoluir nas expressões do seu árduo trabalho .
Negros brejeiros nas lidas da construção civil aprimoraram traços de arquiteturas e de engenharia. Na medicina, incorporaram conhecimentos reais aos compromissos da química e da física e muitos destes conhecimentos eram subtraídos pelo seu senhor proprietário, não o reconhecendo.
Nas guerras estampavam um ardor e coragem protegendo os objetivos de suas missões.
E a própria senzala, transformou-se em família muito bem estruturadas com reciprocidades muito mais nobres que as outras do branco escravagista.
Suas poesias e musicas eram lindas e seus poemas enviavam como numa oração, os clamores aos Deuses africanos, Olorum e os Sagrados Orixás, pacificando a muitos.


Ato 6

"Babá e Tatá vêm a mim como num sonho,Estão no espírito libertando os irmãos que ainda não puderam entender a obra de OlorumCá eu, já nas idades, amparo a saudades dos meus dez filhos, todos os homens,Espalhados por esse imenso país pois vendidos como escravos,Muitos miscigenados devido às várias perseguições dos homens brancos, mas nasceram todos pretos e fortes.
E que agora recebo o amparo dos  filhos dos brancos já moços, que foi alimentado pelo leite que jorrou dos meus seios na paga da ingratidão. Chamam-me de Avó.Eles são diferentes. Alguns que cá me deixam viver (*) e me visitam com presentes, vejo nos seus  olhos, a mesma alma dos meus finados guerreiros reencarnados também na missão".

As cidades brasileiras experimentaram   um crescimento vertiginoso com a mão de obra do negro escravo. Todas as realizações dos século passados, como a do Ouro, Esmeraldas, da Cana de açúcar, das estradas, construções e toda a infraestrutura necessária para as cidades, tem a dedicação do negro escravo.
Sua alegria, seus costumes, sua moral, seu caráter, seu físico e sua inteligência  , fé e amor tem moldado o perfil de um novo povo, herdeiros para a constituição de uma nova humanidade onde a liberdade deve caminhar junto com o dever de amor, de respeito, união e prosperidade .Uma nova humanidade já mais evoluída nos sentidos da Fé, Amor, Geração, Justiça, Caráter, União e Sabedoria quando seus cidadãos reconhecerão o esforço que tiveram seus antepassados para ativar estar virtudes.


Ato 7

“Olorum, Pai de Amor e da VidaSagrados Pais Orixás, Manifestação de Deus Pai em Tudo e em TodosSenhores Guias e Protetores, Mantenedores da Luz e das Trevas para o Bem HumanoPermitam que a humanidade compreenda a lição do povo negro,E de  outras semelhantes de outros povosE não mais recapitule crueldades e ações maléficas,Mas sim, pratiquem a Verdade da Vida,Na Esperança de que um dia a humanidade compreenda que não há como aprisionar a alma,E que a servidão não é um bem  da Luz, mas o Amor, compreensão, e a paz, O ÉAssim lhe peço, junto com minhas bênçãos e a gratidão por ser um Guia, amparada pela Sagrada Orixá Oxun, ajudando meus irmãos ainda na vida a se elevarem .Peço-lhes a benção para todos nós".


Jojua Bô
nas vibrações de  Angola, Congo, Guiné, , Cambinda, Criola, Rebolo, Benguela
E de todos os descendentes do Setor Sétimo da Atlântida fracionada.


 *****UMA ADVERTENCIA

O que tu tem de precisão para que seja feliz?
O que atrapalha tua vida para que não a viva  com plenitude e em  paz?
Porque duvidas do seu próprio caráter, da sua própria fé e da sua capacidade em demonstrar e receber o que é do amor?
Porque tem tanta empolgação com o que é negativo , com o que é trevoso e que sabe que só fará mal?
 Porque  tu preferes viver em tormento se o tormento é o que vive de você ?
Aceite como um presente o amor de Olorum na sua vida.
Lave-se desta podridão dos erros, de preconceitos, de querer escrever em Deus   os seus caracteres individuais, grosseiros e egoístas.
Reflita e entenda-se.
Assim compreenderá Deus, que é Olorum e Toda sua criação.
Poderá ser Feliz.Tem que Sê-lo
Esteja livre !
O que te equivoca, te atrapalha !
O que não compreendes com a razão, a emoção lhe ensina.
Pois são os atos bons que tem na vida que elevam a sua capacidade de geração das coisas.
Os atos maus o freiam e considere que fica travada a sua felicidade, as suas realizações.
Destrave-se.
E agradeça a Olorum e aos Seus Orixás.
Este é o início.
Mire-se nos exemplos dos seus antepassados e também os agradeça contemplando boas e novas ações.
Assim tu compreenderás e finalizarás o que o escraviza.

Vovó Florentino de Agodo

quinta-feira, 8 de março de 2012

Menina


Menina...

Quando me vejo em seu meigo olhar,
A ternura que esta em você me abala,
Me desnuda de qualquer reação pois só desejo beijá-la.
Criatura de vários talentos,
Como tentar resistir  este tão intenso?
Que me traz alegria
E quando o seu amor principia,
Ativando todo o meu eu!
Ah! Mulher de vários encantos,
Conceda-me a sua paixão
Para que eu possa me purificar nos seus carinhos,
Extinguindo a sua solidão
Penetrando em sua alma,
Amando sua essência,
Felicitando seu coração,
Filtrando seus desejos
Ah!, menina mulher,
Se soubesse o tanto de poder que tem,
Atrairia tudo o que é bom
Eternizando em sua mente,
Ah, se você querer!
Ah! Se você aceitar!
Tu és Maravilhosa, no poder de amar!

quinta-feira, 1 de março de 2012

Mulher


... Encanto relicário, expressão delicada e sutil da natureza;
... Formosura cristalina composta de sonhos e paixões;
... Em que pensas? em que crês ?
... Pluralidade de belezas em sua anatomia;
... Mulher com amor, Mulher sensual.
... Com perfume divino fostes criada para ser para sempre Mulher;
... Quer pelo sol, tú aqueces, amas entre o mar e à terra dá a vida
... E nós, homens, pobres mortais !
... Mas tú, mulher, és fontes da vida !
... E teu olhar ...
... Ah!, esse olhar !!!"

ONTÉM


A vida sempre traz magia,
Sabia?
Se possível desejar só alegrias,
Imaginaria?
... A força que se acumularia?
Logo, só o amor reinaria,
A felicidade se encontraria,
A busca terminaria.
Na paz verdadeira, tudo ficaria!
Utopia?
Ora, só boas coisas sentiria
Se parasse de vez com o "ia"
Para FAZER e ACONTECER!
Já que o FUTURO irá nascer,
E o PRESENTE é um ser
Do PASSADO, em qual dos tempos viver ?
No ONTÉM...
...No AGORA ...
...ou no AMANHECER ?
DOUGLAS

PROBLEMA SEU? PROBLEMA NOSSO!


Mensagem enviada pelo espírito do escritor Guimarães Rosa
psicografada por Douglas Elias

“Quando se tem sede e se colhe da fonte escassa e a cuia no desequilíbrio entorna para o chão de terra o tanto de água fresca , não adianta praguejar. Lamentar um pouco, talvez, senão pela cuia , a água e a fonte mas refletindo na não vigilância própria que se fez tudo perder”
Esta foi a conclusão do mulato caboclo, andarilho nas áridas terras do sertão desejoso de se enricar, que sozinho, buscava encontrar o veio virginizo do ouro e das esmeraldas de quilates raros.
Sob o sol alto, andava enjeitando picadas nos arbustos tão sedentos quanto ele que rasgavam sua pele nos espinhos petrificados.
Sonhava em ser barão. Viajar o mundo com sua Rosinha e os rebentos fazer cursarem a melhor das escolas.
Antevia-se, luxuriante, na sua mansão com o melhor dos automóveis à disposição, com festas e os amigos a divertirem-se.
Outrora, menino pobre mas de família que o fez homem honrado, nas lidas do trabalho pesado e as letras e contas do primário aprendizado, esperto, também no baralho, conseguiu ganhar mais tostões inebriado nas ideias de uma vida de posses.
Nos rodopios da capoeira ou nos banhos do rincão cardumado de peixes, nos coqueiros e nas bicas de água fresca ou sob o enluarado céu que crepitava a lenha na fogueira e a viola convidava a vila daqueles pescadores felizes a se confraternizarem; foi assim que o moço conheceu Rosinha, a bela morena respeitada filha do Babá da Jurema e Umbandista de missão.
A moça também lhe queria e na firmeza de Oxun e Oxalá, casaram-se montando seu próprio casebre onde o amor lhe trouxe seus três filhos.
Vivia feliz. Eram felizes.
Mas foi só o turista requintado que por aquelas bandas visitava no deleite da vida natural que lhe fez um convite e algo estranho consigo aconteceu : ele queria ser tão garboso quanto este outro. Precisava de dinheiro para tanto e assim, aceitou a troca das suas terras com a fadada mina de ouro e esmeraldas documentada pelo larápio.
Desmedidas conversas e conselhos foram-lhe oferecidos e mesmo sua família lhe avisava do risco iminente, mas mesmo assim, teimoso, se mostrava.
Discutiu com o Santo na gira de ajuda e amparo pois não aceitava mais a simplicidade feliz da sua vida e queria muito ter dinheiro.
 Avisava que conseguindo, ajudaria todos e melhoraria a vida da vila.
Prometia transformar numa Tenda o Terreiro e edificar altar mais nobre para os Santos, além de melhores acomodações para seu Pai de Santo, seu sogro .
Justificava que tinha que evoluir pois as coisas estavam estagnadas por lá. Precisava trazer o progresso para si e para todos, mais conforto, a tal da tecnologia, novas diversões,coisas finas e nobres como a dos homens da metrópole.
Ousava questionando : “Todo mundo está evoluindo no mundo e nós cá, ainda no pilão?”
Ele não conseguia perceber que evoluíam sim e também pelos conhecimentos que tinham, tanto da vida, da fé, da justiça, da geração, da lei , e do amor, tão arraigados naquela comunidade extremamente unida, próspera,pacifica e transbordante de Luz, protegida pelos Orixás .
Pois era isso que atraia os turistas , além das naturais belezas do lugar. A alegria daquela gente expurgava todas as misérias que os visitantes traziam nas suas férias de recreio.
Foi assim que o portentoso industrial percebeu que seria um ótimo local para construírem complexo turístico e, falsamente, lhe convencera ao negócio da troca escusa, amealhando vários acres da nativa terra benfeitora, em troca de um veio de minas que detinha a propriedade, acusando que a idade não lhe deixava mais labutar e nem comandar empregados.
Dizia, convencendo : Já ganhei tudo o que pude e agradeço ao bom Deus...devo passar a mina para alguém que mereça e penso em terminar meus últimos anos nessa paz que aqui tem até que o Pai me leve para o paraíso .
Ouvindo-o, seu mental iluminava-se pela fascinação de uma vida burguesa e assim, isolou os seus guardiões, seus guias e amparadores e, invigilante e surdo aos conselhos, adotou o falso amigo mas junto com ele, toda uma comitiva espiritual negativa e trevosa que mais lhe incentivaram ao torpe negócio.
O fez, então, e com uma quantia em dinheiro, guarneceu sua família chorosa, ignorou os conselhos do Seu Babá e rumou célere  celando seu cavalo e mais três outros tropeiros à tão fadada mina.
A esperança e a Fé lhe guiaram protegendo dos perigos, mas, meses se passaram e ainda não chegavam ao destino .
Todos cansados, e ele mais ainda esforçando-se mais que os outros resolveram descansar, dormindo, mas quando acordou, viu que os tropeiros desistiram roubando-o a montaria, as guarnições e alguns pertences. Praguejou-os pois só lhe sobrava o facão , a bagana e as roupas do corpo.
Olhou e do arvoredo seco que se sitiaram, via só o deserto seco à sua volta.
Jogou-se ao chão. Praguejou e pensou em desistir e voltar, mas qual, já não possuía mais nada?! Como iria cuidar da família?
Olhou os documentos e o mapa que trazia muito bem guardado e percebeu que atravessando aquelas áridas terras, chegaria ao lugar.
Mesmo assim, sentiu uma forte vertigem, tonteou e retesando os olhos para o sol daquela manhã, viu a imagem de forte caboclo que de tão itinerante, fez com que ele fechando suas pálpebras, dissesse :
“Mas vá-lhe anjo que não me cuida. Deixou até me roubarem? E vem dar conselhos! Vou conseguir o que almejo por mim mesmo e voltarei como pretendido. Deixe-me em paz”
E assim, caminhou léguas e léguas quando já estropiado para desfalecer, encontrou pequena mina de água que só pingava e a ela se achegou, molhando sua garganta seca e enchendo sua bagana até a tampa, fechando-a com a cuia e lembrando-se saudoso :
“Esta cuia foi presente do Babá...engraçado...ela ninguém rouba”
E continuou na empreitada, andando dias e noites, caindo pelo cansaço e logo acordando empreendendo toda a sua força para conseguir.
Controlou a água que já não possuía mais que além do que desse para encher sua cuia e assim, esgotado, curvou-se no tronco da seca árvore que lhe emprestou a parca sombra, encostou-se em duas grandes rochas e, sem pensar, resolveu servir-se do ultimo gole da fresca água, pois assim, poderia talvez morrer com um pouco de paz.
Mas algo aconteceu e sua cuia caiu ao chão.
E estava lá, choroso, com poucas lágrimas para derramar do seu corpo desidratado que fazia sua mente descongelar a teimosia, finalmente, já que não tinha mais pensamentos para alimentá-la.
Acudiu-lhe o seu guardião ao seu pedido que implorava não morrer e nova oportunidade.
Inquirido sobre o que faria para tal, já que sua teimosia, rebeldia e fascinação o fez confiar em quem sabia que não poderia ajudar nos seus planos, matutou sôfrego , respondendo-lhe :
“Praguejei, meu guardião.Até o enxotei, mas tenha pena de um pobre aprendiz como eu e me ajude...provarei minha humildade”
E assim, num gesto dementado, agachou-se e sorveu junto com o barro, a terra úmida das últimas gotas caídas ao lado da sua cuia, dizendo ainda :
“Beberei no chão das minhas misérias, para me lembrar que a humildade é o melhor indicador para se evitar a servidão”. Minha soberba me cegou para a felicidade que já possuía e minha arrogância envenenou minha razão, fascinando-a para coisas que não necessitava ...irônico pensar que o que nos fascina é o que pode nos tornar mais felizes , ao contrário do que realmente necessitamos e possuímos.
Estatelou-se moribundo ao chão, com a boca sorvida no barro ressequido, respingando nas pupilas dilatadas, mais ainda, no seu ultimo suspiro.
Morreu.
Alguns meses se passaram.
Lá na vila em polvorosa, os antigos pescadores deliciavam-se com os ganhos aumentados nas novas lidas de operários da construção e todos lucravam com a eminente migração e já traçavam planos para abertura de contas no primeiro Banco que lhe davam créditos à troca da alienação das suas propriedades e chafurdavam-se nos comezinhos luxuosos das rendas industrializadas que as lojas e grifes desnudavam da arte feita nos tecidos de algodão, cozidos com as tintas naturais retiradas da mata.
E Rosinha, moça bonita, ainda saudosa, aceitava o pedido de casamento do anfitrião novo que trouxera tanto progresso e já lhe prometia ser a primeira dama, lamentando e aceitando as noticias mentirosas dos tropeiros maldosos , informando que o tal patrão, o novo , morreu no desabamento da falsa galeria da mina que nunca existiu.
O Terreiro não se transformou em Tenda, mas, em seu lugar, com o falecimento do Babá, erguia-se imponente igreja evangélica fazendo os homens a experimentarem os primeiros ternos com gravatas, e as mulheres, vestidos longos de carmim adquiridos todos na loja do benfeitor que a patrocinava as escondidas, e assim, conseguirem acessar a Deus e ao Cristo, como seus pastores prometiam, além de outras miseráveis inverdades.
Noutro plano,  de refazimento, acordava em espírito o mulato caboclo, acreditando ainda estar em vida mas, esclarecido do que lhe ocorrera, desabou em profunda lamentação pois não poderia mais cumprir o que prometeu .
Recuperando-se um pouco, ainda com a miséria da não aceitação a assaltar-lhe a mente, comungou com seu Guia, aceitando dele, enfim , a orientação :
“Acalme-se, irmão,pois há sempre um recomeço que não pode ser o mesmo. Terá outras oportunidades, mas atente-se para o que percebeu no tocante à vida e que sirva como exemplo”
“Mas, qual a lição, Divino Guia se sei que fui o errante e malqueredor?”
“Lições, irmão, que resumo assim :
- quem não valoriza o que se tem, o que se conquistou na vida, sempre procura nos outros um modelo de felicidade e assim, o sentido da inveja o atraí facilmente para o que é falso;
- estes sentimentos vêm acompanhados com teimosias e arrogâncias, melindrando caminhos terríveis com falsidades , mentiras e disputas de poderes que quando se consegue, não se encontra fim , pois a felicidade é relativa ao que se é, não ao que se tem ;
- o sentido da Vida é Amor e Felicidade onde sua expressão da vida atrai –ou não- o que precisa para realiza-la.
Também, que nossas ações, emoções e expressões encontram canais de ligação coletivos pois quando um se desequilibra e não atende o amparo de quem pode reequilibrar, desequilibra  a muitos.
Foi o que ocorreu contigo pois que era o líder de sua comunidade. Lá, seus moradores já possuíam as conquistas dos sentidos mais nobres da vida humana : dedicavam-se com amor nas diferenças, compreendendo um ao outro e ajudando-se mutuamente, atraindo harmonia, saúde, paz e – acredite -, muitos guias usavam sua comunidade, na tenda de Umbanda, para ajuda e amparo nos socorros de outros irmãos de outras localidades pois lá possuía o elemento principal, que é a fé e o Amor. Estes, atrairiam tudo no equilíbrio da evolução verdadeira pois sua comunidade, nas gerações dos filhos dela, respeitando a base que era singela, o faria ser um modelo de vida para muitos do mundo.
Veja o que um desequilíbrio, um erro, tem suas reações. “Você se desequilibrou e desequilibrou muitos”
“Oh, meu Senhor, o caso é mais grave ainda. Deverei afundar nas trevas ?”
“Se fosse assim, agora lá estaria, mas sua consciência acusa o amor e tem amparadores que intercedem por você. São seus pais e avós que você os ajudou muito em vida. Lastimam a derrota dos Luzeiros,como eu também, mas sabemos que podemos resgatar milhares , pois a semente ainda está forte na categoria dos seus filhos. Deveis ampara-los e livrar a sua vila, agora cidade, das sombras”
Lembre-se : Olorum, Nosso Senhor da Vida e Nossos Sagrados Orixás esperam que em nossa vida, tenhamos a compreensão que nos relacionamentos, há muito mais que simples contatos. São fios invisíveis que ligam-nos nas expressões e sentidos . Quando algum dos relacionados se desequilibram, desequilibra a muitos.
Por isso que é falsa a questão de “Cada um com Seu Problema”, senão na semântica, mas nos sentidos, pois enquanto houver alguém desequilibrado no mundo, o mundo não encontrará paz pois contagiará outros e mais outros.
Ao contrário, quando houver paz, compreensão, amor e fé, As Vibrações Orixás, de Todos, conseguirão projetar-se em cada mente e coração do homem e assim, também em cadeia, contagiar mais e mais, até a toda a criação.
Isso já se dá pelo conhecimento. Por ele, os homens podem se liberar de tantas perseguições e haverá um selecionamento final, reservando uma terra mais árida, para aqueles que permanecem áridos as coisas Verdadeiras, da Vida e do Espírito.
Deverá ir e também ensinar, pois agora sabe que :
PROBLEMA SEU? Não ! Problema nosso !
Devemos mesmo cuidar de nós mesmos, mas fazendo a coisa certa, perdoar, ajudar, compreender a todos em nossa volta !
Seu exemplo pode servir para todos que, algum dia, projetou em demasia o egoísmo e sem compreender, transformaram a vida dos outros em tormento.
E servirá também para aqueles que, acusando estes vícios em si, manobrem sua vida para o caminho certo, ligando-se e religando nas suas atitudes, ações e expressões enquanto humanas, positividades, compreensões, amor.
Este o caminho para a real felicidade!
(nesse instante,vejo a pena delicada e sutil de senhor garboso, de óculos e muito bem aprumado, reiterando ainda nas escritas que sempre questionou as coisas de Deus, nos ensinamentos  da Religião Católica em sua última encarnação , sendo amparado pelos espíritos dos caboclos  que tanto descrevera na inspiração em seus livros e romances, quando do seu desencarne, deverás, que não cumpriu assim toda a sua missão. Deveria esclarecer o povo pelo conhecimento nas letras do real significado da Vida e os Caminhos para o Homem encontrar-se em Deus)
“Ignonimia!
Liquefaz como gaz a soberbia
Quando o corpo não se encontra em toda a sua maestria
Mas existe em espírito  indo para este mundo novo.
De cujo aprendizado logo me fiz humilde,
Pois o caboclo sertanejo que tanto retratara  ignorante,
Foi o anjo que me curou e hoje ainda me alimenta para que possa transmitir meus versos.
Eis que a simplicidade prova que o homem, na sua astúcia em renegar as coisas Divinas , transforma-o no profeta das sombras.

Guimarães Rosa !